quarta-feira, 14 de setembro de 2011

Uma Reflexão


Hoje, eu acordei de uma tempestade. (eu escrevi isso um mes atras!)

Todos nos sabemos como ela vai. É um período de duvida intensa, onde você esta totalmente imerso em um redemoinho (usar a palavra do Lucas) dos pensamentos, emoções, e todas as historias da sua mente. Ficamos paralisados nela, presos no espiral da incerteza. Sentimos quebrados, como nada parece estar dando certo. Estamos tão identificados com os nossos pensamentos que o tormento e confusão parecem tornar-se parte de nós. Uma preguiça pesada se espalha através do nosso corpo: uma fadiga de baixo nível nos torna incapazes de participar plenamente em nossas atividades diárias, e nos distanciamos ainda mais em nossos mundos internos. Nos lutamos para superar o peso de tudo isso, mas ha algo dentro que quer continuar lutando. Enquanto nos tentamos participar e de retirar, ao mesmo tempo, a vida torna-se cansativa e temos que gastar enormes esforços para realizar qualquer coisa... o mundo parece tão esmagadora, e nos sentimos tão sozinhos. Achei que o Lucas a descreveu bem no posto “A imperfeita perfeição”: Nós não podemos ir para trás, mas não podemos ir para a frente também, porque parece que não há para onde ir. No mais extremo, no olho da tempestade, a gente pode querer ser obliterados, juntamente com o nosso sofrimento, se tivéssemos a energia para fazê-lo.

Sound familiar? :)

Foi com essa tempestade que eu estava lidando na semana passada.  Ela surgiu tão inesperadamente, especialmente porque há muito tempo desde a ultima vez que eu a senti. Ela foi tão forte; o futebol nem conseguiu afastar minha mente ansiosa (isso é rara mesmo!), muito menos meditação e ioga. Nada dava para aliviar esse torpor.  

E ai, algo aconteceu:
Primeiro, eu peguei o livro ‘Be Here Now’ por Ram Dass e li essas paginas:





Dai, eu passei em um sono profundo. Foi tão gostoso; o sol estava derramando pelas janelas e o meu corpo afundou na cama, só rendendo-se. Cada musculo ficou solto... I just let go.

Eu acordei quatro horas mais tarde e a tempestade tinha passado. Me senti leve (no corpo e na mente), refrescado, e límpido. Pensamentos que estavam me torturando durante a tempestade se tornaram inócuos; eu me sentava na minha cama só sorrindo, me lembrando como, apenas algumas horas antes, eu não conseguia ter nenhum pensamento sem produzir emoções negativas. Era como se um ‘light switch’ tinha sido ligado, e o meu estado interno tinha sido transformado em um lugar de clareza e paz. Ontem a noite eu estava deitando antes de dormir, observando a minha mente e rindo. Cada vez que um pensamento negativo surgiu foi como uma piada: “Aha! Eu te peguei, cara! Você é muito engraçado!” Ai, eu me tornei aquela presença de fundo, o eterno “eu” alem do pensamento e da forma. Eu tive experiencias assim antes, onde eu me tornei Buddha por alguns momentos - a minha consciência se expande fora de mim – e cada vez eu sei e sinto plenamente que esse estado é o “eu” verdadeiro. Na verdade, acontece bastante - diariamente -  se apenas por alguns momentos.

Então, é nesse contexto que eu queria oferecer algumas observações da tempestade, umas realizações que essa experiência mais recente me deu. Mais precisamente, elas são idéias para a contemplação que regularmente dão para me fazem sentir esse estado expandido.

·      The Connected Self,                         Durante a tempestade, sentimos como estamos lutando contra o mundo; como estamos muito sozinhos num mundo que não se importa conosco. Da mesma forma, quando nos falamos, “EU”, geralmente estamos referindo a algum espaço entre os olhos e as orelhas (talvez o resto pendura deste ponto da referencia!). “A Minha Cabeça; A Minha Mao; A Minha Perna”, como se o corpo fosse algo fora de nos mesmos, e como se estivéssemos habitando um saco de pele. Ai existe essa separação entre nos mesmos, bem como entre nos e o universo- tudo fica fragmentado, e em vez de se sentir parte do todo, nos sentimos pequenos em um mundo estrangeiro. Nossas mentes não conseguem sentir essa conexão, essa inteireza, e depois de momentos de ser e de realização verdadeira, elas tentam nos convencer que o que nos sentimos não era real. Mas a verdade, que fica sempre dentro de nos,  é que nascemos deste universo, assim como uma maça nasce de uma arvore. We didn’t come into this world, we came out of it. Um estrangeiro, olhando para o planeta Terra, veria a terra fazendo as pessoas assim como uma arvore faz maças. Nada existe fora de qualquer outra coisa; o universo é um processo constante de acontecimento – sempre mudando-se e criando novas formas. É o jogo cósmico.

·      Prazeres Simples e Sentindo o Corpo,                        A vida é um ‘gift’. (não sei falar GIFT, “presente” da para comunicar a profundidade?) Nascemos em gratidão. O sol nunca pede um retorno, ele só da. O ar nunca pede nada, e ainda contamos com ele para nos sustentar. A mãe não pede nada enquanto estamos sendo formados na barriga dela, ela só da (e continua dando depois a gente ‘sai’ dela). Todas essas GIFTS são dados a nos, sem que tenhamos feito nada para merece-los, sem nos oferecer nada em troca. Quando nos realmente sentimos esse fato, somos ‘overwhelmed’ com gratidão. Temos a vontade de dar, estamos tão gratos por tudo que temos, e tudo que foi dado a nos. Eu me encontro (ta certo?... i.e., “I find myself”) sentindo tão grato por cada respiração, cada som sutil, cada momento único e especial. Tudo está imbuída de uma certa graça, e se sente como se o mundo está comemorando sua própria existência. Os prazeres simples de ‘apenas ser’ (just being) podem nos mostrar o caminho para a gratidão. A suave pressão do ar sobre a pele. As nuvens passando delicadamente através de um céu azul. O som de folhas no vento. O prazer de beber água quando tem sede. Olhando nos olhos do outro e apenas estar com ela naquele momento, ser quem você é e vice-versa. Buscando se torna mais simples quando percebemos que já temos tudo.

·      Quais padrões de pensar te dão energia positiva? Quais padrões te limitam e produzem negatividade? Tenta identificar a origem da sua inquietação, e dai escolha aquelas formas de pensamento que te afetam de maneira positiva! Muitas vezes apenas levantando as perguntas certas- suas próprias questões reais e profundas- pode realmente ser mais importante do que ter a resposta certa.

·      Tudo passa,                         todas as formas são instáveis (mesmo você!), sujeitas a mudança. Estamos fluindo como plumas na brisa; por isso, ha dor quando ficamos apegados demais, ou quando algo da zebra (de acordo com nossas expectativas). Mas tudo faz parte do caminho. A dor e a êxtase. As perdas e os ganhos. Essa vida é um passeio, uma composição musical, onde devemos dançar- o passeio é nosso para criar e moldar, aproveitar e aprender. Não se preocupe pois é assim que deveria ser. Ha um paradoxo: esse caminho é seu para manifestar, mas ao mesmo tempo, não poderia ser de outra maneira.


Bom, cansei de escrever! Eu quero deixá-los com uma recomendação (book): UM NOVO MUNDO por Eckhart Tolle, autor de PODER DE AGORA.










Breathe.

Breathe again.

Smile.

Relax.

Arrive

Where you are.

Be natural.

Open to effortlessness.

To being

Rather than doing.

Drop everything.

Let go.

Enjoy for a moment.

Feel.

Laugh.

Play.

Create and Envision.

Forgive and Accept.

Walk/Exercise/Move.

Listen.

Open up, Expand, Include.

Dream.

Give thanks.

Evolve.

Love.

Share, Give, Love

Be Soft, Live Gently.

Simplify.

Surrender and Trust.

:)




domingo, 28 de agosto de 2011

Eu acredito no Big Bang!

Primeiro, vou explicar o Título. Essa expressão surgiu um dia em que a Mari (pipoca) e eu estávamos tendo uma conversa muito filosófica demais da conta, sobre coisas um pouco difíceis de pensar, entender e aceitar. Nem lembro o que era. Chegou numa complexidade, um momento tão impossível de continuar a filosofar (pelo menos para as nossas cabeças), que a Mari gritou: ''eu acredito no Big Bang!'', querendo dizer que acreditar no Big Bang é bem mais fácil e simples que tentar endender a origem verdadeira das coisas. Não que o Big Bang também não seja verdadeiro ( quem sou eu pra falar o que é a verdade), mas todos os outros grandes mistérios da vida ( aquele negócio de ''quem somos'' e ''de onde viemos''). Desde então, quando a conversa começa a ficar filosófica, complicada, complexa demais, criamos o hábito de encerrá-la gritando essa frase.

Explicado isto, posso começar. O que quero dizer e compartilhar aqui é que lendo as conferências de Agricultura Biodinâmica do Rudolf Steiner, tenho tido vontade de gritar ''eu acredito no Big Bang!'' com muita frequência. Transcreverei aqui uma parte da segunda conferência, que ele fala, entre muitas outras coisas, sobre o caos seminal ( das sementes). Talvez vocês nem achem digno de receber um grito desses, mas... taí:


'' Quando a semente é elevada à máxima complexidade, todo o Universo circundante principia a atuar, imprimindo-se nela. E na semente obtemos uma imagem do Universo. (Essa impressão orienta a semente ao futuro, dando uma direção.)'' Isso ele chama de ''pequeno caos''. ''No momento em que ela é transplantada para o ambiente da terra, o exterior terrestre a influencia com muita força, sendo ela então imbuída do anseio de renegar o cósmico e proliferar, crescer em todas as possíveis direções - pois o que atua em cima da terra não quer, a rigor, preservar nesta forma. Existe a necessidade de introduzir na planta o elemento terrestre em contraposição ao cósmico, esse elemento terrestre que vive como forma da planta na semente. Precisamos achegar a planta à terra em seu crescimento. Mas isso só acontecerá se introduzirmos na vida vegetal a vita já existente na terra.'' Na minha compreensão, essa segunda parte seria o ''caos''.

Na verdade, isso não deu tanta vontade assim de gritar. (Nem sei porque escrevi. Acho que só porque eu queria compartilhar mesmo.). Até que faz sentido. E quando eu estava lendo isso pela primeira vez, pra mim ficou parecendo que ele estava falando de nós, seres humanos. Acho que o que acontece com as sementes, também acontece com a gente. Tipo encarnar. Um caos. Um caos ter de ''renegar'' da onde a gente veio. Tô viajando?( Tem importância não, o nome do blog é Viajantes do Dharma.)

Ai, tá bom, vocês não ficaram com vontade de gritar ''eu acredito no Big Bang!''. Mas leiam isso agora, garanto que vai dar vontade:
'' A maior parte do que se come diariamente existe para dar ao corpo as forças que contén em si, a fim de mobilizá-lo. E a maior parte é eliminada de novo. Aquilo que o corpo realmente precisa absorver como substância, ele o absorve continuamente numa dosagem extremamente sutil pelos órgãos dos sentidos, pela pele e pela respiração, adensando-o no organismo. Retira-o do ar, enrrigecendo-o e adensando-o a tal ponto que precisamos depois aparar as unhas, os cabelos e assim por diante. O que absorvemos pelo estômago é importante por possuir mobilidade interior que introduz no corpo as forças para a vontade atuante nele.''
Vai dizer, vai dizer, deu vontade ou não deu?

Bom, deixa pra lá! Só quero concluir dizendo que essas coisas (e outras do tipo '' o enxofre é o portador do espírito, o oxigênio é o intermediador da vida e o espiritual'') que o Steiner diz, são coisas para as quais eu só digo: ''tá bom.'' Mas de repente são muitas coisas que, de repente, eu sei sem saber. Entende? E isso me deixa louca!! Momentaneamente. Depois de alguns minutos eu volto ao meu estado normal, graças a Deus.

É isso aí, galera! Espero que um dia vocês também leiam as conferências para que possamos compartilhar outras dessas afirmações insanas do Steiner. Amén.

Beijos!







Esqueci de contar que quando a Mari gritou essa frase, não foi só isso que ela disse. Foi bem assim: '' Eu acredito no Big Bang!! . . . né, Senhor?'' E essa última parte ela fez olhando pro céu. Foi muito cômico.

filosofias mutantes

essa vida é realmente impressionante, louca pra falar a verdade!
então,
[um adendo: sempre me dá vontade de ter todo mundo que povoa meu coração aqui perto do lado, grudado: pra eu enxer o saco, abraçar e apertar, ri/ter ataques de riso e se 'enervar'... mais c'est la vie, ela sabe oq faz....]
mas então, como talve vcs possam ver, são 6:10 da manhã e estou aqui na cama 'confabulando a morte da bezerra' e repassando todas as coisas q nesses últimos tempos tem me dado muita vontade de escrever aqui neste espaço (detalhe: não que eu esteja acordando, estou indo dormir :D )

-sobre taxi e as conversas que tenho "tido" nesses transportes
-começo de semestre
-musicas (sempre músicas)
-indicações de sites para aonde achar musicas
-arte
-vida sem tempo/proletariado/e a dureza para colocar a bisnaguinha de cada dia na marmita
-organizações
- and ad infinitum....

é isso: mil ideias e "pas d'idée" :(



voltando a coisas boas: descançar e muito bom, Bom descanço meu povo!!! hj só amanhã!

assinado, alguém que fez um texto completamente concretalista e conceitualista e que indica para ser desconsiderado-o e para ficar no canto do mofo no arquivo daqui dez anos.
BJOS

quarta-feira, 10 de agosto de 2011

Oi Queridos!
Faz tempo que não escrevo... E fico feliz de ver que novas pessoas apareceram para compartilhar seus interiores! Isso me ajuda muito! Quero somente passar um grupo que gostei muito.... (especialmente para a Mary!) A musica Hope é a que eu conheço mais e adoro! Principalmente a primeira frase!
Amo a você todos! Depois quando estiver mais calmo aqui na cozinha eu escrevo mais!
Um enorme abraço pra vocês, aquele abraço dado naquele espaço imaginario onde todos nos podemos se encontrar idependente do lugar fisico que estivermos!
Amo!
Chica

segunda-feira, 1 de agosto de 2011

http://youtu.be/3diz8I0AVVk

olha.... tinha "descobrido" como postava vídeo, mas sei lá, tô um pouco aperriada no momento e acabei de postar um post em baixo completamente em branco tentando, entonces... eu juro que essa música é muito legal e escutem, num é vírus não.... "eu agarantiu"

Vou te ajudar, Mari.




confabulações

sempre fui noturna, não que isso seja um problema.... mas enche o saco ter a sensação de estar em decalagem com o mundo.. MAS não é isso que interessa. :P

tô me ajeitando com isso e indo pro meu estágio (q diga-se de passagem "vou te contar...") a pé cedo... e o que acho muito legal aqui de são paulo é que surgiu dois micro jornais que resume, explica, tem informações legais e materias interessantes o Metro e o Destak, que são distribuido bem cedinho nas ruas perto dos cruzamentos e saídas de metro de graça e a aquela pilha imensa acaba em poucos minutos.

É engraçado que surgem várias cenas incríveis, uma delas hoje de manhã peguei meu jornalzinho e passei em frente de uma construção e tinha uns 15 trabalhadores de obras, cada um com seu exemplar, conversando, lendo e rindo. Foto linda para se guardar na memória, de pouco a pouco é possível acreditar que de certo modo as coisas estão caminhando pra frente.

:) Bom Dia a todos e boas leituras!!!