quinta-feira, 21 de julho de 2011

A busca pela verdade


Tenho passado por lugares e conhecido pessoas que buscam constantemente a verdade e a paz. Poderíamos trocar as palavras verdade e paz por felicidade e veremos que todos nós estamos em busca disso. Esse é o sentido da vida, esse é o objetivo de todos nós, a nossa inspiração para acordar todos os dias e sair de casa pronto para mais um dia. Os caminhos são vários, as formas são diversas. Ontem ouvi alguém dizer "O homem criou várias escolas para ensinar a mesma coisa."
Mas fiquei pensando... Qual é a diferença de um homem instruído, elevado conscientemente à verdade, à transcedência e ao conhecimento oculto e um homem simples que apenas vive a vida, ignora os livros e estudos, que carrega com ele a sua própria experiência humana?
Há quem acredite na energia, na purificação, na preparação do espírito para a hora final. Há outros que acreditam que iremos para o mesmo lugar, independente do que acumularmos aqui na terra. Eu acredito no amor e vejo muita gente se afundando nesse mar do invisível, se perdendo pelos caminhos desse labirinto, e me pergunto se isso tudo vale a pena.
Pra mim, basta viver com o que tenho, buscando o céu aqui na terra. Sendo simples como as plantas que buscam o sol e os rios que correm pro mar. Já estou satisfeito por encontrar nesse curto caminho tantos motivos para sorrir.

"Louvado seja Deus que não sou bom,
E tenho o egoísmo natural das flores
E dos rios que seguem o seu caminho
Preocupados sem o saber
Só com o florir e ir correndo.
É essa a única missão no Mundo,
Essa - existir claramente,
E saber fazê-lo sem pensar nisso."
Alberto Caeiro

Foto: Ilha do Mel

terça-feira, 19 de julho de 2011

Até o fim!


"Minhas raízes estão no ar
Minha casa é qualquer lugar
Se depender de mim
Eu vou até o fim
Voando sem instrumentos
Ao sabor do vento
Se depender de mim
Eu vou até o fim"
(Engenheiros do Hawaii - Até o fim)

Foto: Casa do Caco - Ilha do Mel, PR

sexta-feira, 15 de julho de 2011

Ben Harper para viagem

É impossível não sentir vontade de viajar ao ver esse clipe.
Mais confiante que a Mari, posso dizer que com certeza vocês vão gostar.
Abraço!

quarta-feira, 13 de julho de 2011

Seqüelas Musicais- depeche mode Wrong

Seqüelas Musicais


Bem, Bom Dia, né não?

vou começar minhas indicações de músicas com "o pé esquerdo" -""pra dar sorte""- de um jeito que vocês vão talvez se perguntar sobre as coerência da vida (e de mim). Rsrsrs
Musicalmente realmente eu gosto de muita coisa, gosto de música boa! oq me deixa meio insegura e sem jeito pra dar indicações.. acertar no gosto da pessoa, q faça sentido pra ela... essas coisas, sabe?

Mas voltemos a música:
Ela se chama WRONG -estrelinhas pra ela- do grupo inglês Depeche Mode, de uma sonoridade eletrônica "romântica" (inventado agora o termo).
O que gosto dessa música, além do sentido todo errado dela, é que ela grita aquele momento em que todos nós passamos de parar e olhar a vida qualquer segundos e sentir que tá tudo extremamente errado, depois voltar com a vida normal... mas estes são os segundos decisivos de reflexão.

[agora é o momento que segue o link da música.. bah não, pois viajantes de primeira viagem não conseguiram postar o link direito no corpo da postagem... "segue em anexo" em postagem adjunta e com promessa q pra próxima vez saberei fazer "o trem direito"]

momento ps:
I-o nome seqüelas musicais veio por impulso, mas em vista de qualquer desgosto avisem-me que confabularei outro nome sem problemas.
II-desculpa qualquer possível desgosto com a música, ou incompreensão do por que raios "a Mariana" escolheu essa música.
III-pediria um feedback a vocês, viu? facilitaria mto.
IV-eehn, que mais?..... sempre tem mais coisas.... mas vou ficando por aqui.

Bom Proveito para todos!

quinta-feira, 30 de junho de 2011

"Quanto mais eu ando, mais vejo estrada."

Ah, trilegal ler essas coisas!
Fazia tempo que eu não entrava aqui. E de repente, novos textos, novas pessoas...
Tudo mudando, correndo, seguindo em frente, eu, você, todo mundo no meio do redemoinho!
E pensar que a minha viagem só está começando... uma vida inteira pela frente.

Depois de passar por Aiuruoca (Inês e Harvey), Camanducaia (Marcelo e Giovanna) e Carmo da Cachoeira (Fazenda Figueira), fui parar na cidade maravilhosa, Rio de Janeiro. Quem conhece esses 3 primeiros lugares pode imaginar o impacto que eu tive ao chegar ao Rio. Se antes eu sentia paz, se eu tinha me acostumado com o silêncio e o serviço comunitário, chegar a uma cidade grande, com música e barulhos, festas, engarrafamentos, multidões foi quase um tratamento de choque.
Sim... é verdade, o Rio é lindo! Tem cultura por todos os lados, a música é um som natural da cidade, a alegria contagia qualquer um. Mas foi a primeira vez que eu tive vontade de voltar pra casa. Fiquei farto de tanta beleza estética e não encontrar beleza interior. Havia me esquecido como o mundo é besta, Sebastião! Mas é nele que eu vivo e nele que eu vou ficar.

Luiza, que bom te ver aqui! Fiquei com vergonha por você ter gostado tanto do meu texto. Foi nada demais. Você devia ter colocado o seu.
A frase que tem me acompanhado nas viagens é: "Não se pertube o vosso coração..." (Jo, 14, 28)

Mariana Pipoca, seja bem vinda! Duas coisas que eu sempre busco nas minhas viagens: comidas e músicas novas. A última coisa legal que conheci por uma amiga espanhola no Rio foi Babylon Circus, ska francês. Ouça: http://youtu.be/dgZwM58Jurc

Vida longa, navegantes!
Como a Mari, eu também ensaiei muitas vezes escrever aqui. Escrevi alguns rascunhos, mas não terminei nenhum. Quando li a "imperfeita perfeição"do Lucas, me inspirei e escrevi um tanto, quase tudo que estava me atormentando/passando pela minha cabeça. Ficou enorme; e fiquei sem coragem de postar. Agora acho que não faz sentido escrever todas as minhas infinitas agonias de uma vez só, pode ser aos poucos. ( E quando a gente quer fazer tudo, acaba não conseguindo fazer nada - ou quase nada.). Tentarei, então, resumir o que passei esses últimos tempos contando um ocorrido:
Quando eu estava na Inglaterra, morei na mesma casa com um estagiário alemão, de 20 anos. Ele era muito legal e sensível e pecebia que eu estava passando por um momento difícil. Um dia ele me perguntou: "como você está se sentindo?", e eu respondi: "confusa". Daí ele disse: "confusa não é sentimento. Você não sente confuso, você pensa confuso. Como você está se sentindo: bem, ruim, triste, feliz?". Daí eu parei e tentei olhar pro meu sentimento. Com muita dificuldade, percebi que estava me sentindo bem. Bem. Que surpresa! E então percebi também que eu não estava me relacionando com os meus sentimentos, só com os meus pensamentos. Estava perdida nos meus pensamentos, com medo, achando que estava ficando louca (e ao mesmo tempo me achando egoísta por achar isso: então você acha que você é a única que sofre?). E o pior é que eu estava consciente disso tudo. O resumo é esse: estava fazendo pouco, sentindo pouco e pensando muito. Agora já estou me sentindo bem melhor. Fui melhorando aos poucos desde que voltei. Ainda carrego algumas das questões que tive lá, mas não mais com tanto medo, mais como sendo um desafio. Por exemplo: quero relaxar e viver, mas não quero estagnar e parar de crescer. Pra mim é muito difícil conciliar essas duas coisas. Trata-se muito de um lado de que eu sou (às vezes é terrível dar de cara com ele).
É claro que tudo nessa vida tem o lado ruim, mas tem o lado bom também. Uma das coisas muito boa dessas minhas viagens, foi eu perceber de novo o meu gosto de trabalhar do lado de fora (mesmo no frio!): no jardim, na fazenda. O que me fez decidir agora começar o curso de Agricultura Biodinâmica em Botucatu. A 1ª etapa acontece em quatro módolos de uma semana cada. Acabei de voltar do primeio módolo. Estou adorando! Meus professores são ótimos e meus colegas muito legais! Um dos foques deste primeiro módolo, que os professores querem passar pra gente, é aprender a observar sem julgar, sem especular, sem tirar conclusões, só prestando atenção no fenômeno.
Para finalizar: sempre gostei de pensar várias coisas que me fazem sentir bem. E de me ater à esses pensamentos, deixá-los em mente. Às vezes até me pego meio desesperada quando percebo ter esquecido o pensamento que estava me ajudando. Acho que tenho que melhorar isso. E adorei ler A Imperfeita Perfeição. Mas ainda tenho essa mania. E quando não é de modo obsecado, realmente me ajuda. Então gostaria de compartilhar dois que tem me ajudado: 1-tudo passa. 2- fazer antes o que é necessário.

Eu sou a Luiza, de 20 anos.

Obrigada por me ouvirem.
E eu adoro ler vocês!!